sábado, outubro 13, 2007

Canto de Al Mah: Retiro na Natureza, Mafra



Canto de Al Mah
Dançando com La Loba
Eco-Retiro na natureza, Mafra
1 a 4 Novembro
Yoga e Dança Oriental, Iris
Flamenco, Rosário Peinado
A voz do Corpo, Helena Madeira
Alimentação Natural, Sara Carvalho


Dançando o que está de partida, ciclos vida-morte-vida
Dizem que há uma velha muito velha, mas sem idade ou tempo, que percorre o deserto…Que vagueia nos leitos secos nos rios….Que é desgrenhada…Uiva com os Lobos…Crocita com os corvos…Sibila com as serpentes…Dizem que o que respira é vento… Que a sua pele é velha como os caminhos do mundo e cada ruga uma estrada…Que viaja sempre, e Ama a noite, e o dia e o firmamento…E o bater do coração é o seu tambor…E que ouve cantar a terra e bebe o fogo das estrelas…Ela recolhe trapos… Galhos secos…Ossos perdidos de lobos…Recolhe o sopro já esquecido…Depois, junta o esqueleto…Canta para ele… Dança para ele…Os ossos vão ouvindo a voz…Forram-se de carne… Vão ouvindo a voz, eriçando a desgrenhada cauda… Ouvindo a voz, regressando á vida…Depois, o Lobo ergue-se e uiva e corre! … Ouvindo a voz… Transforma-se numa mulher jovem e livre, lá longe, onde o Sol e a Lua nascem e se amam…E é dela a fecundidade regeneradora e a força espiral das águas…
Inspirando-nos no conto tradicional de La Loba, da sua interpretação por Clarissa Pinkola Estes (autor a de Mulheres que correm com os Lobos), do arquétipo da osseira, e da fase do ano, Samhain, antigo fim de ano e dia dos idos, dançaremos a partida e a transformação.
Fechando velhos ciclos e iniciando novos, transformando a experiencia em libertação, emoção, sabedoria, dando-lhe voz, corpo, sentido...
Cada dia exploraremos quatro técnicas específicas:Yoga,Flamenco, Dança Oriental, A voz do Corpo, entrecruzando meditação, expressão criativa e improvisação nesta viagem, bem como a fusão destas
formas de expressão artística. Observaremos o poder curativo e regenarador da alimentação, as qualidades de cada ingrediente, os seus efeitos no nosso corpo e bio-ritmo, e as tradições associadas. As refeições serão confeccionadas com os ingredientes da época.

“Nas concepções míticas arcaicas, existem épocas do ano em que se abre o “mundus”e as energias do caos são libertadas. Benéficas ou maléficas, estas eclodem, então, num frenesim de dominância, povoando àguas, terras e ares! São tempos em que ocorrem cortes temporais, em que se assiste, não só à cessação efectiva de um intervalo de tempo e ao início de outro como, igualmente, à abolição do ano e do tempo decorridos.”
“Nos Antigos cultos naturalistas (...) o Inverno configurava a noite tal como o Verão configurava o dia. Como a noite, este era indentificado com a morte, que na morte da natureza exprimia o seu carácter niilista.
“A morte, como o Inverno, símbolo da degeneração, expulsava-se cerimonialmente ou dava origem a combates rituais entre o verão e o inverno, no grande drama cósmico todos os dias renovado. As suas personificações populares assumiam a forma de efigies ou homens transvertidos, representando “velhos”, “velhas”, “entrudos” e “caretos”, que nesta altura eram perseguidos, expulsos, enterrados, queimados ou afogado, após terem dominado transitoriamente, durante algum tempo.”
Aurélio Lopes ( Antropólogo),in A Face do Caos, 2000.

Nesta época do ano preparamo-nos para a chegada do Inverno, descemos como as sábias rãs ao fundo do Lago e, aconchegadas, regeneramos junto do Lodo, a nossa pele. Como se morrêssemos, e fazendo parte do ciclo, nos preparassemos para renascer .“Queimamos os entrudos”, conceitos já desadequados à nossa Essência e sim, estamos prontas para renascer.
Na primeira partilha realizada no Retiro de Sevilha em Abril, demos o primeiro passo na descoberta da Voz que nos habita. Neste segundo encontro recuperaremos a Voz Interior enquanto elemento integrante e catalizador do processo de regeneração. Depois da Luz Solar do Verão, recolhemos para morrer, e recuperar a profundidade de nós mesmas.
Partindo dos processos individuais de cada pessoa, mergulharemos, na Consciência do Corpo, na sua Anatomia, na respiração meditativa para mais profundamente sermos!


Dança Oriental, Iris
Este trabalho é um chamamento, um regresso às formas naturais da mulher, um cântico a cada parte da sua anatomia. Sendo uma dança milenar, atravessou diversos povos, desde civilizações pré-clássicas até aos povo Árabe. Foi uma dança de homenagem à fertilidade e à Grande Deusa, bem como uma dança preparatória para o parto, e uma simples celebração da vida quotidiana. A mulher como uma árvore, enraizada e flexível, naturalmente plena e ondulante.


A Voz do corpo, uma partilha com Helena Madeira
“As canções são pensamentos cantados pela respiração quando as pessoas são movidas por grandes forças para as quais já não basta a fala comum.” Orpingalik, xamã e poeta do povo Inuit de Netsilingmiu, 1923. Encontro entre a consciência corporal, a meditação, a respiração e a voz. O conhecimento da Voz como um instrumento orgânico integrando apesquisa da anatomia e do funcionamento do corpo, através de exercícios que permitam consciencializar, mas sobretudo sentir este instrumento.A Voz do Corpo destina-se a quem queira escutar o corpo e quem, através dele, se queira exprimir e não a quem queira aprender a cantar. A expressão vocal livre, sensorial nasce naturalmente de um processo centrado na respiração e no respeito do corpo.


Flamenco, Rosário Peinado
Um trabalho onde se combinam elementos que remetem para o mais interior e genuíno do ser humano, por um lado, e para o despertar e aperfeiçoamento das suas capacidades intrínsecas, por outro.O resultado é um movimento puro e sensual, completo, surpreendente e inovador.Fogo, terra, ar, água, dançam num círculo eterno de palavras, frases, sentimentos e emoções.


Alimentação Natural, Sara Carvalho Recuperar, preservar e estimular o bem-estar.Alimentar é o acto de nutrir o corpo, de cuidar e festejar a vida mas deve ser adequado a cada momento, pessoa e situação. Pesquizo a alimentação consciente há mais de dez anos com influência das tradições orientais desenvolvendo o aconselhamento alimentar no sentido de abrir horizontes mais conscientes, saborosos e saudáveis.

Condições:
1 a 4 de Novembro : quinta a domingo
Programa:
Chegada: quarta ao fim do dia, 20h00 (para jantar)
Partida: domingo, a partir das 16h00
Valor:
Retiro (alimentação completa incluída): 255€
Estadia: 140€
Retiro sem estadia (com alimentação completa): 275€
Grupos de 5 pessoas: 10% de desconto Possibilidade de parcelar o pagamento em fracções a definir, contacte-nos! Reserva obrigatória até dia 15 Outubro, após esta data acréscimo de 10%.
Vagas limitadas!
Local: 4Ventos http://www.4ventos.org/ Casal de São Pedro, Sobral da Abelheira, MAFRA
Informações/ Inscrições:
Iris 96 514 39 73
iris.aiga@tele2.pt aiga@sapo.pt

Acerca das Orientadoras:
Rosário Peinado Para além da sua formação em Dança Clássica, Teatro, Dança Contemporânea e Música, Rosário Peinado especializa-se em Flamenco com Mario Maya, Manolo Marín, Fernanda Romero, Concha Vargas e Andrés Marín, entre outros. A nível de desenvolvimento pessoal, estuda Xamanismo Solar, Ioga, Taichi, Diafroterapia, Movimento Harmónico e Danças do Mundo.A sua carreira caracteriza-se pelo cruzamento e fusão de todas estas disciplinas. Uma abertura que lhe tem permitido desenvolver um trabalho onde se combinam elementos que remetem para o mais interior e genuíno do ser humano, por um lado, e para o despertar e aperfeiçoamento das suas capacidades intrínsecas, por outro. Entre outros, integrou a Companhia de Mario Maya com “El Amor Brujo” de Manuel de Falla; trabalhou na Need Company, sob a direcção de Jan Lauwers;no espectáculo “Bodas de Sangre”, de García Lorcae com o seu próprio grupo flamenco, apresentando o espectáculo “Luna Flamenca”.Actuou em Espanha, França, Itália, Bélgica, Grã Bretanha, Holanda, Alemanha, Áustria, Marrocos, E.U.A e Colômbia.

Íris Para além da sua formação em teatro, literatura, Dança Contemporânea e Moderna, Íris encontra na Dança Oriental a sua forma Orgânica de expressão. O seu trabalho compreende uma pesquisa pessoal profunda que abrange Dança Clássica Egípcia, Danças tradicionais folclóricas e rituais do Médio Oriente, danças ciganas do mundo, Flamenco, Dança Indiana, Yoga, Meditações estáticas e dinâmicas e Dança Contemporânea.A sua formação passou por mestres como Shokry Mohamed, Myriam Szabo e Farida Fahmy, que inspiraram uma profunda aprendizagem simultaneamente ao nível técnico e humano. Dançou com Myriam szabo e as Salamantra, acompanhou os grupos «Les Aminches» (França), «Ciganos d’Ouro» (Portugal), entre outros . Participa, e produz o espectáculo «Danças de Negro» com Paula Lena (Argentina). Participa nos espectáculos de Hossam Ramzy, Jillina e Sharon Kihara (Bellydance Superstars), em Lisboa.Actualmente colabora com o percussionista Baltazar Molina (Dazkarieh).Iris lecciona e estuda Hatha Yoga, tendo sido fromada como Yoga Siromani pela Internacional Sivananda Yoga Vedanta Centers, na Áustria. Tem também formação em Massagem Ayurvédica, Thai Yoga massage e é Doula. Desenvolve um trabalho de pesquisa de movimento pessoal, baseado na integração de arquétipos mitológicos ancestrais na expressividade da Dança, e no interno espaço sagrado que a dança proporciona. Uma força espiral, girando, simultaneamente, para o interior e para o exterior. Poesia de vento e pele, inspiração de Luar…

Helena Madeira O seu percurso como ser humano contempla dez anos de dança (moderna, contemporânea, africana e, recentemente de uma forma mais aprofundada, a dança oriental); trabalhos intensos em pesquisa teatral; Estudo da Voz enquanto instrumento orgânico e colaboração em projectos de intervenção social onde procura desde sempre uma abordagem elástica com várias vertentes artísticas que, sirvam os objectivos sociais do indivíduo/criança.Destaca os encontros com Sofia Neuparth e Howard Sonenklar na pesquisa do Movimento e no estudo do Corpo; Fernando Nogueira e António Feio no trabalho teatral; Fernando Serafim na Voz e Chullage na intervenção Social. Actualmente, colabora como cantora em vários projectos musicais, estando também a preparar um espectáculo performativo que atravessa diversas áreas de expressão na análise da temática do “Ritual” mas também, a trabalhar repertório tradicional português.Do ponto de vista académico é licenciada em Antropologia e em Língua e Literatura Italiana.

Sara Carvalho Sara estuda alimentação consciente há mais de dez anos. Para além de cozinhar, é terapeuta de massagem Ayurvédica e Thai Yoga, entre outras, e Doula.Dedica-se também à prática profissional de Danças Africanas tribais, fazendo parte do grupo Djamboonda.

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